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TRADIÇÕES DA ÍNDIA — LILIAN SILBURN
Diretora de pesquisa no CNRS, professora da Sorbonne, pesquisadora das tradições da Índia, em especial o Xivaísmo de Caxemira. Tem alguns estudos notáveis que estaremos referenciando e extraindo citações, tais como sua organização da grande compilação sobre Budismo, Aux sources du bouddhisme, assim como das compilações temáticas «Hermès» (por exemplo, «Le Vide»). Não esqueceremos também de suas investigações mais profundas e acadêmicas sobre as tradições da Índia, como o seu livro "La Kundalini, ou, L'énergie des profondeurs: étude d'ensemble d'après les textes du Sivaïsme non dualiste du Kasmir".
O Xivaísmo é chamado Trika porque distingue três planos da realidade: Xiva, a Energia, o indivíduo. Esses planos correspondem a três níveis de experiência sobre cada um dos quais predomina uma energia: o puro Sujeito conhecedor, todo por inteiro em seu ato de vontade, o conhecimento onde reina naturalmente a energia cognitiva, enfim o nível do objeto conhecido, onde se exerce a atividade.

A aparição dessas três energias divinas em uma rápida sucessão corresponde aos três momentos da manifestação diferenciada do universo e cobre todo o campo da experiência humana:

Nada aparece que não repouse na tripla energia consciente se exprimindo por: eu quero, eu sei, eu faço » escreveu Abhinavagupta (H.A. p. 13).


Mas os dois primeiros momentos são tão sutis que escapam ao homem ordinário que ignora o processo, pois vive no único nível da objetividade e da dualidade. O místico, ao contrário, volta ao momento inicial, à tomada de consciência do abalo original, esse da incitação divina, e se esforça de aí se manter tomando uma firme consciência de sua essência. (tr. Antonio Carneiro, de excerto de SILBURN, Lilian. HERMÈS I. 1981, p. 145)


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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)