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ÍNDIA — BRAHMA ou BRAMA

VIDE: BRAHMAN

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"(O deus) Brama". Brama pode ser considerado como a personificação do brahman, do absoluto impessoal. Enquanto tal, se apresenta frequentemente como um filosofema ao invés de uma figura divina concreta para a qual se voltaria a oração ou a adoração dos crentes. Esta interpretação é confirmada pela extrema raridade dos templos dedicados a seu culto. Seu verdadeiro significado só aparece no contexto da "Trindade" hindu (trimurti) e dos mitos cosmogônicos que aí se associam. Brama aí intervém sob o aspecto do deus que, por seu simples pensamento, faz surgir do não-manifestado as formas e os seres. A este título, não gozava de nenhuma precedência nem sobre Vishnu, a força de conservação da ordem criada, nem sobre Shiva, aquele que dissolve todas as formas. Como todo deus hindu, Brama é dotado de uma paredra ou "energia" (shakti: Sarasvati, deusa do saber e da palavra.


Vedanta

Sankara
"Arundhati é uma pequena estrela; se desejas mostrá-la a um amigo, chama sua atenção para uma grande estrela, lhe dizendo: "Eis Arundhati", depois, quando ele a tiver discernido, retifique: "Ou melhor, quela pequenina a sua direita". Assim o Vedanta nos mostra Brama seja sob uma forma, seja sob outra, até nos conduzir ao conhecimento de sua verdadeira natureza. Eis porque os atributos têm mor finalidade nos dar um conhecimento de Brama... e posto que todos têm esta finalidade, deve-se ter em conta todos para determinar a natureza essencial de Brama."

"Aquilo de que todas estas coisas tiram sua origem; aquilo pelo qual, uma vez criadas, elas vivem; aquilo em que, em se retirando elas entram: isso, busque conhecer, é Brama."

"Irreal, verdadeiramente, assim era no princípio. É daí, com efeito, que o real saiu. Antes da criação, este universo era Brama ele mesmo, chamado aqui Irreal, Não-Ser. Em consequência deste Não-Ser, nasceu o ser com os nomes e as formas (namarupa) específicas distintamente marcadas."

"Não se pode nem mesmo dizer que ele é um: como pode haver um segundo outro que Isto? Não há nem absoluto, nem não absoluto, nem não entidade, nem entidade, porque ele é absolutamente não-dualidade em sua essência."

"Embora ele seja desprovido da distinção do Conhecedor, do conhecimento e do conhecido, ele é no entanto e sempre o Conhecedor."


Upanixades: Kena Upanixade
"Aquele que diz conhecer Brama não conhece; aquele que diz não conhecê-lo o conhece".

"Tua grandeza, ninguém pode compreendê-la, mudos são os Vedas."

"O que não pode ser expresso pela palavra, mas pelo qual a palavra é proferida, este somente, saiba, é Brama; o que o espírito não pode contemplar mas pelo que o espírito contempla, este só é Brama."


Perenialistas

René Guénon: UNIDADE E IDENTIDADE DO SI MESMO
Es menester destacar que Brahmâ es una forma masculina, mientras que Brahma es neutro; esta distinción indispensable, y de la más alta importancia ( puesto que no es otra que la del "Supremo" y del "No-Supremo" ), no puede hacerse por el empleo, corriente en lo orientalistas, de la única forma Brahman, que pertenece igualmente a uno y otro género, de donde surgen perpetúas confusiones, sobre todo en una lengua como el francés, donde el género neutro no existe.


"Ninguna distinción ( que se apoye sobre modificaciones contingentes, como la distinción del agente, de la acción, y de la meta o del resultado de esta acción ) invalida la unidad y la identidad esenciales de Brahma como causa ( Kârana ) y efecto ( Kârya ). Es en tanto que nirguna como Brahma es Kârana, y en tanto que saguna como es Kârya; el primero es el "Supremo" o Para-Brahma, y el segundo es el "No Supremo" o Apara-Brahma ( que es Ishwara ); pero de ello no resulta que Brahma deje en cierta manera de ser "sin dualidad" ( advaita ), ya que el "No Supremo" mismo es completamente ilusorio en tanto que se distingue del "Supremo", como el efecto no es nada que sea verdadera y esencialmente diferente de la causa. Hacemos notar que jamás debe traducirse Para-Brahma y Apara-Brahma por "Brahma superior", y "Brahma inferior", ya que estas expresiones suponen una comparación o una correlación que no podría existir de ninguna manera.



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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)