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ASTROS — PLANETAS

VIDE: SETE PLANETAS; PLANETA MERCÚRIO; VÊNUS; JÚPITER

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Filosofia

Anthony Damiani: ASTRONOESIS
Os planetas são almas de pleno direito e funções ao nível metafísico, cosmológico e individual (Carta Natal). Os planetas considerados como poderes da Alma Cósmica recebem o título de cosmocrators, literalmente senhores-do-mundo.


Mario Dal Pra Excertos de seu ensaio na Enciclopédia Einaudi

Mas até pela sua inscrição na estrutura unitária do universo os planetas não são simplesmente corpos celestes abstratos; estão guarnecidos de atributos; são quentes ou frios, secos ou úmidos, e de tal modo ligam-se a tantos outros aspectos do mundo físico; se depois se tiver em consideração o fato de que na unidade da estrutura cosmológica a realidade física não está isolada, mas numa relação de continuidade com o mundo fisiológico e mesmo com o mundo mental, não se terá dificuldade em compreender a relação que une os atributos dos astros com as principais características do mundo humano; nem este último poderá ser considerado apenas na sua dimensão individual; também a vida social pode ser reportada a alguns factores que, a par dos individuais, constituem um nível particular da estrutura universal unitária. É precisamente em relação à consideração das ocorrências humanas, com a evidente alternativa que estas possuem, que uma ação benéfica ou maléfica é intrinsecamente atribuída a cada planeta. Numa palavra, Júpiter, a Lua, Vênus não se encontram no universo como simples corpos celestes, estranhos às vicissitudes da história e da vida humana; dir-se-á, ao contrário, que a alternativa entre carácter benéfico e carácter maléfico, evidenciada nos acontecimentos históricos e nas vidas individuais, assume para a astrologia uma grande importância, exigindo ser originariamente inscrita nos corpos celestes. O que vale para os corpos celestes vale também para os signos do zodíaco; também estes estão dotados de virtudes específicas, determinadas a partir da ligação em que se encontram com os quatro elementos (ar, água, fogo e terra). A ligação quer dos corpos celestes quer dos signos com os indivíduos humanos obtém-se pela teoria dos quatro humores (sangue, bílis, bílis negra e fleugma), que se encontram em estreita correspondência quer com os quatro elementos basilares da física, quer com a estrutura dos corpos celestes e dos signos; é assim possível aos corpos celestes e aos signos controlar a realidade corpórea, em relação à qual assumem uma função positiva ou negativa, ativa ou passiva. Também as casas se encontram em relação com o signo que possui o mesmo número e com o planeta com o qual aquele se encontra mais diretamente em relação de harmonia e ressonância. As doze casas, em suma, participam do significado dos doze signos com os quais estão em paralelo; e encontram-se, para além disso, hierarquizados em função da posição que ocupam e dos ângulos que formam com a elíptica, e são equacionados com aspectos determinados da vida dos indivíduos e dos povos.



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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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