Carregando...
 
TRADIÇÃO — CAMINHO - VIA

VIDE: VIA PURGATIVA; VIA ILUMINATIVA; VIA UNITIVA; VIAGEM; PEREGRINO; CAMINHANTES; ESTAÇÃO; LIBERAÇÃO; SALVAÇÃO

Cristologia

Gregório de Nissa: CAMINHO

Beatriz de Nazaré: SETE CAMINHOS

Jacob Boehme: CAMINHO

Evelyn Underhill: CAMINHO

Perenialistas

François Chenique: CAMINHOS
No Velho Testamento: "Desvia-te do mal (caminho purgativo), e faze o bem (caminho iluminativo); busca a paz, e vai em seu seguimento (caminho unitivo)". Salmos 34, 14; no Novo Testamento: Luc. IX, 23. No ensinamento de São Paulo encontram-se textos que se referem às três vias: o caminho purgativo: 1Cor IX, 26-27; via iluminativa: Fil III, 13-17; via unitiva simples; Gal II, 20; ou extraordinária: 2Cor XII, 2. Na Tradição, essa distinção se precisa apoiando-se às vezes sobre a diferença entre as três virtudes teologais, às vezes sobre os diversos graus da caridade: Clemente de Alexandria, Stromates, VI, 12; Cassiano, Conferência XI, 6-8; Santo Agostinho, De nat. et Grafia, LXX, 84; São Bernardo, Epist. XI, n. 8; S. Teo. II, II, q. 24, a. 9. e q. 183, a. 4.

Frithjof Schuon:
Para precisar as relações entre as dimensões "exterior" e "interior" da vida espiritual, poderia se ter recurso no simbolismo bem conhecido da estrela que Schuon evocou mais de uma vez: os raios, que vão em todas as direções, significam as diferentes religiões. Nitidamente separados, não se tocam senão aí onde eles se encontram no seu ponto de partida comum: este ponto inicial e central da irradiação integral nada mais é que a "sophia perennis". No contexto deste mesmo simbolismo, se poderia dizer que para o homem crente em geral, e para o homem espiritual em particular, tal raio se torna a via, na qual ele se aproxima, passo a passo, do centro primordial e divino; não é por nada que a significação primeira da palavra Tao, a qual se aplica à divina Realidade, é "a Via", aquela que da periferia conduz ao inapreensível Centro. No Islã, a Lei Divina é chamada "Shariah", "rota", enquanto "tariqah" significa ao mesmo tempo "trilha", "caminho" e no final das contas "confraria".


Pierre Gordon: IMAGEM DO MUNDO NA ANTIGUIDADE
O caminho da salvação permanece o mesmo que dos tempos longínquos. Quer se trate do céu de Indra, do paraíso de Brama, ou da Terra Pura ocidental onde se assenta em seu trono Amitabha, é sempre, apesar das distinções secundárias, a estadia no seio da radiância que está em causa, e aí se ascende, a exemplo das primeiras gerações humanas, graças às disciplinas ancestrais do mundo subterrâneo. Os três métodos essenciais de liberação que elaborou a Índia — 1) a identificação do pensamento com a Alma do Mundo; 2) a extinção completa do desejo; 3) a bhakti, quer dizer, a piedade fervorosa para com super-homens liberadores, Ishvara (ou Senhores), aos quais invocamos o nome e aos quais esforçamo-nos por nos fazer aderir — nada mais são que a diferenciação e como a refração, de um só processo iniciático fundamental, que consistia em juntar-se ao ancestral iniciador, e a se transubstanciar nele, por uma inteira renúncia ao universo fenomenal, e pela substituição dos dois olhos carnais pelo «terceiro olho».

Ao final das contas, o que confusa ou distintamente domina desde o início da humanidade é a figura do super-homem. Neste se encontram realizadas ao mesmo tempo a extinção do desejo sensível, a incorporação total da energia radiante, e a identificação à alma invisível do cosmos. É ele que é o polo fixo das flutuações físicas. É ele que detém a vida e a luz. É ele enfim que, desde o início dos tempos humanos, toma os infelizes mortais em seus braços para os conduzir ao cume luminoso da Montanha.

Philokalia

Philokalia Livros: CAMINHO DO NOME DE JESUS

Simbolismo

Jerônimo Bosch: A CARROÇA DE FENO

Cabala

Mario Satz: SENDEROS EN EL JARDÍN DEL CORAZÓN

Hermetismo

Fernando Pessoa: CAMINHO DA SERPENTE

Sufismo

Annemarie Schimmel: CAMINHO; CAMINHO SUFI

Gurdjieff

QUARTO CAMINHO

Michel Conge: CAMINHO

Filosofia

Michel Henry: EU SOU O CAMINHO

Arcângelo Buzzi: CAMINHO MEDIAÇÕES

Dispositivos móveis

Online Users

1 usuário on-line

Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
Mostrar mensagens de erro do PHP