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id da página: 3513 CONHECIMENTO
Tradição — CONHECIMENTO

VIDE: GNOSIS, GNOSTIKE, CHIT; CONCEITO; CONHECE-TE A TI MESMO; CONHECIMENTO DE DEUS; CONHECIMENTO DO CORAÇÃO; CONHECIMENTO DO MUNDO; CONTUIÇÃO; GNOSE CONHECIMENTO PERFEITO; IMAGINAÇÃO; IMAGINAL; IMAGINAÇÃO ATIVA; MEDIAÇÃO; INTELECTO; INTELECTO PASSIVO; INTELECTO AGENTE; INTELECTO INCRIADO E CRIADO; INTELECTO E RAZÃO; JNÂNA; INTUIÇÃO INTELECTUAL; OBJETO DO CONHECIMENTO; RAZÃO; SABEDORIA; SABER E NÃO-SABER; SYNDERESIS; VER; VISÍVEL-INVISÍVEL; VISÃO; MENTALIDADE ONTOLÓGICA; ÁRVORE DO CONHECIMENTO

Alguns pensadores reconhecem um sentido superior ao conhecimento, como algo além do "saber", algo que guarda uma intimidade com o "conhecido" e não apenas informação sobre este (a não ser que se entenda "informação" como aquilo que "forma por dentro"). Alguns pensadores usam inclusive a noção bíblica no Gênesis, onde se fala que "Adão conheceu Eva", no sentido de ter se unido intimamente a ela; outros levantam uma possível interpretação, por conta da língua francesa, onde "con-naître" significaria originalmente "nascer com". Deste modo o conhecimento se apresenta como algo que pode levar o homem a um estado, que o simples saber não alcançaria, por estar intimamente ligado ao compreender, e este à união de ser e saber. Algumas correntes como o Gnosticismo chegam a colocar o conhecimento (gnosis) como fundamento escatológico em sua doutrina.


Philokalia

Gregório do Sinai: 137 sentenças diversas
3. Considera que o conhecimento da verdade é antes de tudo a sensação da graça. Todos os outros conhecimentos, devem ser chamados expressões de ideias e demonstrações das coisas.

Perenialistas

René Guénon: OS PONTOS DE VISTA DA DOUTRINA

Frithjof Schuon: CONHECIMENTO

Jean Borella: LA CHARITÉ PROFANÉE — CONHECER

La Puerta: LA GNOSIS EVANGÉLICA

Bíblia das Origens

Paul Nothomb: «ÇA OU L'HISTOIRE DE LA POMME RACONTÉE AUX ADULTES»

Deus fala a Adão diretamente a respeito das árvores que o cercam e constituem a única vegetação mencionada no Éden, convidando-o a delas dispôr e delas desfrutar à vontade. A árvore dita da Onisciência não faz parte destas árvores anônimas, é manifestamente um caso aparte cujo caráter simbólico é ainda sublinhado pela advertência de Deus a Adão imortal que ele certamente morrerá (quer dizer se tornará mortal) se aí "toca". Contraste total com as árvores a consumir. É que o conhecimento — e aqui o mais alto: a onisciência, o conhecimento da totalidade — não se consume. Ele se cultiva.

A princípio é para o cultivar e o guardar, dito explicitamente no texto (Gn 2,15) que Deus pôs Adão no jardim. Não para cultivar e guardar o jardim, segundo a tradição de nossas bíblias.

Trata-se bem entendido do conhecimento perfeito, simbolizado pela árvore portando este nome, logo do conhecimento da Verdade, e não o conhecimento da evidência para a qual a consumação bastaria.

O conhecimento da verdade, ao contrário, se cultiva no secreto. Diria no jardim secreto de cada um, de cada "ser humano". Ou talvez do "ser do Homem" se se traduz assim "heyot haadam". Tateando-se. O Adão original dispõe do Conhecimento perfeito, sob forma da árvore do mesmo nome, que pode contemplar à vontade para dele se impregnar. Ainda é preciso que o faça sem se deixar distrair pelas árvores "a consumir", que ele integra este dom de Deus que está livre de rejeitar, que ele o cultiva e o guarda. Livremente. Não por obrigação moral, ou outra. "Não é preciso que ele obedeça" (v. adama).

Que doravante este Conhecimento, conscientemente entretido, seja então aquele do Outro, do outro si mesmo no seio do Homem Um e múltiplo, que não difira da alteridade em geral (mundo exterior, animais) e em particular vis a vis de seus semelhantes, o episódio seguinte, dito da "Costela de Adão", o confirmará. O Conhecimento começa pela simpatia e acaba pelo Amor. Nada tem de abstrato no início. É quando se destacará da árvore (Eva Serpente Maçã), desenraizado do Éden, que se tornará intelectual e estéril.

Renascimento

Juan Luis Vives: De anima et vita, I, 10
Assim como nas funções da nutrição reconhecemos que há órgãos para receber os alimentos, para contê-los, elaborá-los e para distribui-los e aplicá-los, também na alma, tanto do homem como dos animais, há uma faculdade para receber as impressões dos sentidos, a qual se chama imaginativa; outra para retê-las, ou seja a memória; outra que as aperfeiçoa, a fantasia, e, finalmente, a que as classifica segundo seu assentimento ou dissenção, que é a estimativa. Com efeito, as coisas espirituais são imagens de Deus, ao passo que as corporais são de certo como simulacros daquelas; por isso não deve surpreender que se infiram as coisas espirituais das corporais, como também há representações dos corpos em sombras ou pinturas.


LÉXICOS: Guénon; Schuon; Coomaraswamy; Metafisica Cristã; Philokalia; Vocabulário da Filosofia

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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