Carregando...
 
id da página: 2992 PAROUSIA = PARUSIA, ADVENTO, PRESENÇA
PHILOKALIA-TERMOS — PAROUSIA = PARUSIA, ADVENTO, PRESENÇA

VIDE: ADVENTO; PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO; PRESENÇA DIVINA

EVANGELHO DE JESUS: VINDA DO FILHO DO HOMEM; VINDA ENTRE NUVENS; CITAÇÕES: Mt 24:3; Mt 24:27; Mt 24:37; Mt 24:39

Do verbo grego pareimi, “estar presente”, “ter vindo”. Geralmente traduzido por “presença”, “aparecimento”, “vinda”, “advento”. O termo latino correspondente é geralmente “adventus”. O verbo pareimi e o substantivo parousia são muito utilizados em Paulo Apostolo, com o sentido de “estar presente” e de “presença”, “chegada”, respectivamente. Deste modo se liga intimamente com o desenvolvimento da escatologia do NT. A demora no regresso do Cristo, assim mal entendido por seus ditos nos evangelhos, levou os homens a duvidar a “parousia”, esquecendo totalmente seu sentido interior.

El término indicó la venida en visita solemne de personajes ilustres, tales como reyes o emperadores (del siglo III a.C. al II d.C); luego, la llegada de un individuo cualquiera y su consiguiente presencia. En el Nuevo Testamento es usado para designar (16 veces de 24) la venida gloriosa (el retorno) de Cristo al final de los tiempos en calidad de juez: ésta es la acepción que, corrientemente, va unida al vocablo, el cual, por analogía, fue usado a veces también en relación con la primera venida de Cristo, cumplida con la encarnación. (Excertos de Francesco Trisoglio, CRISTO EN LOS PADRES DE LA IGLESIA, Herder)


Thomas Merton: VINDA DO SALVADOR

PERENIALISTAS
Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 113

Em seu sentido último de consumação, isso que chamamos parousia, é a presença estabilizada, permanente, do Espírito de Deus; é o fato de que a consciência autodescobre sua própria identidade, seu Ser verdadeiro, seu Eu real e eterno, e não o esquece senão que o tem presente em cada instante. Na extensa e rica saga cristã o Eu real vem designado pelo Cristo interior, nascido puro, virginal; ou melhor, pelo Filho do homem e sua vinda.


Evangelho de Tomé - Logion 114
Está dito que quando a alma sossega suas inquietudes, ocorre com ela, remansada, que o espírito, do qual a alma é “imagem de sua imagem”, deixa ver a imagem de Deus que ela é, nas águas quietas, e então a alma, contempla essa imagem com os olhos recém-abertos e arrebatados, do conhecimento.

Essa contemplação da qual agora falamos, que é a principal obra da alma segundo o evangelho, e a qual todos estamos destinados agora ou “depois”, é a “presença” e a contemplação da “presença” (ambas coisas são o mesmo), pela qual o espírito que, como se diz no evangelho, mora em nós e em nós está, é “recebido” pela consciência e começa a ser conhecido por ela, pela alma (Jo 14,17).

A prática incessante, estabilizada, da contemplação da “presença”, é por si só a dissolução das névoas que parecem afogar a alma, pois ela, a “presença”, é expansiva como a luz do sol (da qual é prima espiritual) e por si só cresce, como a semente da parábola de Marcos, enquanto as trevas se levantam e mínguam quando a luz vem.

Por meio da adoração em espírito e em verdade, se generaliza logo a contemplação da “presença” nos outros templos ou mansões de Deus, que são muitos e cobrem o todo. Cada crescimento é unção que se desparrama sobre o espírito, e que descobre a unção do espírito com o Espírito na revelação da unidade de sua “presença” em todas sua mansões.

O espírito assim ungido, revelado na alma como Espírito, é então o nascido “do alto”, o Cristo de Deus na confluência da unidade.


SUFISMO
Ibn Arabi: MUNDOS E PRESENÇAS

FILOSOFIA
Heidegger: DASEIN

Sérgio Fernandes: SER HUMANO
A Presença de Espírito equivale à compreensão, ipso facto, à própria Experiência em si. A "Ausência de Espírito" consiste em nada mais do que uma característica do Instrumento da "criação", necessária ao contraste, condição de possibilidade da experiência, mas que, por sua vez, é uma "Desaparição" ou "Aparição", como "Presença de Espírito" no Ser como Experiência. A característica da "Ausência" (Não-Ser) é inerente ao Instrumento, por corresponder ao seu predicamento de prover o contraste ontológico (Ser/Não-Ser, ou Existência) necessário à Experiência. E porque o contraste é necessário e porque também é necessário que haja o Instrumento que o provê, que o Ser não é constituído somente da dualidade, esta redutível (embora não dialeticamente, mas pela união mística), entre Ser em si e Ser Experiência (em linguagem teológica, entre "Criador" e "Criatura").

Além da dualidade Ser/Experiência, o Ser constitui-se então, também em sua estrutura própria, de uma terceira dimensão, o Espírito. A dimensão do Espírito, por sua vez, articula os polos de uma outra dualidade, esta irredutível, como dois lados de uma moeda inteira: a dualidade Presença/Ausência. No pensamento chamado de "ponto de vista", que é um pensamento do instrumento, ou da Mente, há Ausência (de Espírito). Na imanência da Experiência, que não é pensamento, mas uma extensão do Ser, há Presença (de Espírito).


GURDJIEFF: PRESENÇA COMUM

Dispositivos móveis

Online Users

1 usuário on-line

Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
Mostrar mensagens de erro do PHP