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id da página: 702 MELETE = MEDITAÇÃO
PHILOKALIA-TERMOS — MELETE = MEDITAÇÃO

VIDE: DHYANA; EPIMELEIA; THEORIA; PROSOCHE; EUCHE; ORAÇÃO — MEDITAÇÃO — CONTEMPLAÇÃO (citações)

EVANGELHO DE JESUS:
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. (Sl 1:1-2)

Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu! (Sl 19:14)

Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amei, e meditarei nos teus estatutos. (Sl 119:48)

Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua: (Sl 39:3)

Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram (meletao) coisas vãs? (Act 4:25)

Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. (1Ti 4:15)


MEDITACIÓN (meletí): el sentido del vocablo no corresponde habitualmente al moderno de meditación. Indica, antes que nada, una especie de frecuente petición, a menudo hecha en voz alta o a media voz, de trozos o versículos bíblicos, o bien de una expresión de súplica, a menudo inspirada en las Escrituras. Otro aspecto es el de la meditación llamada "secreta," constituida por la constante repetición, como en el caso precedente, de versículos bíblicos o invocaciones, practicadas no exteriormente, sino como constante actividad mental. O, como se dirá en los siglos sucesivos, referido al intelecto fijado en lo profundo del corazón, en las profundidades del hombre interior La oración de Jesús es una de las fórmulas, inicialmente múltiples, usadas para la meditación, ya sea en su aspecto más externo de repetición vocal o como meditación "secreta."


Philokalia

Versão francesa
Ao mesmo tempo o cuidado, a aplicação e o exercício da atenção (epimeleia).

Mateus o Pobre
A palavra "meditação" em sua origem hebraica é hagig, e em sua origem grega melete. O verbo é meletao, que indica estudar e lidar profundamente com significados, juntamente om exercícios interiores e mentais. Meditar sobre a sabedoria (meletan sophian), então, significa estudá-la em profundidade e com diligência assim como pô-la em prática.

Na tradição patrística, o uso da palavra meditação confinou-se à maneira pela qual a mente e o coração debruçavam-se diligentemente sobre a palavra de Deus. Isto era feito para renovar a mente e o coração através da palavra. Os padres sustentavam que não próprio ao homem engajar-se na meditação do que quer que não fosse a palavra escrita de Deus, ou seja, a Bíblia. Pois a meditação interiorizante pode marcar sua impressão na configuração emocional e intelectual do homem.

Assim a palavra meditação se tornou particularmente associada com a leitura da Bíblia. Seu uso se confinou ao estudo da palavra de Deus com o máximo de profundidade. Desta maneira, a alma pode se imbuir com a palavra de Deus e o espírito por ela.

De acordo com a tradição patrística o primeiro grau de meditação começa com a leitura das palavras lentamente, saboreando-as, e repetindo-as em voz alta. Ler, para os padres, sempre significou fazê-lo pela voz e era chamada "repetição. A palavra de Deus é reiterada em voz audível e saboreada em nossa consciência interior. Desta maneira, pode repousar em nosso mais profundo recesso. Reiteração ou repetição é como ruminação. Depois de algum tempo as palavras realmente se tornam suas próprias palavras. O homem, então, se torna um depósito fiel para a palavra de Deus. Seu coração se torna um tesouro divino para ela. Ele "retira de seu tesouro o que é novo e o que é velho" (Mt 13,52). Isto é o que originalmente significava "manter o evangelho" ou "manter a palavra". O evangelho, ou palavra, é assim mantido seguramente dentro do coração como um tesouro precioso. De acordo com o profeta Davi "Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" (Sl 119:11). O homem retira-se para dentro da palavra de Deus como se fosse um canto fortificado inacessível aos ladrões.

A meditação se torna intimamente ligada à oração em seu primeiro nível. Quando o homem a aplica, cresce diante de Deus em toda confiança e segurança, posto que é uma oração que procede do núcleo da Bíblia. É por conseguinte capaz de transformar e renovar a conformação emocional do homem, seu pensamento e sua expressão, de maneira radical.

Meramente meditando sobre a palavra de Deus em quietude e calma por várias vezes seguramente inflamarão o coração, como afirma o profeta Davi: "Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua: (Sl 39:3)". Deve-se notar que o termo hebraico haga, usado nos salmos e traduzido por meditar, também significa pronunciar a lei. A meditação é assim um degrau que serve ao neófito em sua aproximação fiel a Deus.

A meditação em seus graus mais avançados se torna gradualmente destacada da leitura. Entra eventualmente na concepção de verdades divinas assim como nas interações com os mandamentos de Deus e sua disciplina para a vida ascética. A meditação nos introduz no primeiro estágio da contemplação (theoria). Move da ruminação profunda da palavra de Deus para investigação da verdade que a palavra contém.

O grau mais elevado de meditação é o da economia da encarnação divina e o que a ela se relaciona. Meditação na redenção que foi realizada na cruz e na ressurreição que nos concedeu o poder da vida é chamada meditação no mistério da divina economia.

LÉXICOS: Guénon; Schuon; Coomaraswamy; Metafisica Cristã; Philokalia

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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