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VIDE: Eternidade; Parabola do Semeador; Cizania; TRADIÇÃO FILOSÓFICA GREGA


E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século (aion) nem no futuro. (Mt 12:32)

E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo (aion), e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; (Mt 13:22) - VIDE Parabola do Semeador

O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo (aion); e os ceifeiros são os anjos. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo (aion). (Mt 13:39-40) - VIDE Cizania

e muitas outras referências...


Na tradição cristã: duração cósmica. Inclui as ordens angélicas, e é um atributo de Deus enquanto princípio e consumação de todos os tempos criados por Ele.

1. Distinção freqUente entre o "tempo presente" e o "novo tempo", onde o primeiro corresponde a nossa sensação atual de tempo e o segundo ao tempo em Deus, ou seja, à eternidade compreendida não como tempo infinito, como presença simultânea de todo o tempo. Nossa percepção atual do tempo é devida a uma perda espiritual ocasionada pela queda e assim é ilusória. O novo tempo e suas realidades devem ser entendidas como não existentes no sentido que experienciamos nossa existência, no momento. Estas realidades do novo tempo - mellonta - são denominadas "bençãos guardadas em reserva".

2. Alguns textos, especialmente, em S. Maximo o Confessor, usam éon para designar um nível intermediário entre a eternidade - aidiotes - e o tempo que ora experienciamos (chronos):
  • eternidade, totum simul ou presença simultânea de todos os tempos e realidades enquanto conhecidas por Deus, ingenito (ageneton) e infinito, único eterno verdadeiramente.
  • éon, totum simul enquanto conhecido pelos anjos, e também humanos que possuem a experiência do "novo tempo"; enquanto criaturas eles não são autogenitos e portanto não são eternos no sentido do Divino.
  • tempo, como sucessão temporal que experimentamos como o "tempo presente".

Perenialistas

Ananda Coomaraswamy: METAFÍSICA
Hemos tratado así brevemente la natividad divina desde ciertos puntos de vista para sacar las correspondencias de las referencias védicas y gnósticas al Silencio. En ambas tradiciones, los poderes integrales y auténticos, sobre cada nivel de referencia, son sicigias de principios conjuntos, macho y hembra; resumiendo la doctrina gnóstica de los Eones (védico amrtâsah = devâh) podemos decir que ab intra e informalmente estos son bythos y sige, «Abismo» y «Silencio», y ab extra, formalmente, nous y ennoia o Sophia, «Intelecto» y «Sabiduría», y sin entrar en más detalles, podemos decir que sigesygkrima corresponde al védico tushrî y nous a manas, y que sige y Sophia corresponden respectivamente a los aspectos oculto y manifestado de Aditi-Vâc; y también que la «caída» de la Palabra (vâg... avapadyata, citada arriba), y su purificación en tanto que Ric, Apâlâ, Suryâ (Jaiminîya Upanishad Brâhmana I.53 sig., Rig Veda Samhitâ VIII.91 y X.85) corresponde a la caída y redención de Sophia y la Shekinah en las tradiciones gnóstica y qabbalista, respectivamente. En lo que son formas del cristianismo realmente más académicas que «ortodoxas», los dos aspectos de la Voz, dentro y fuera, son los de «esa naturaleza por la cual el Padre engendra» y «esa naturaleza que recede de la semejanza de Dios, y sin embargo retiene una cierta semejanza con el ser divino» (Summa Theologica I.41.5C y I.14.11 ad 3), las Theotokoi eterna y temporal, respectivamente. LA DOCTRINA VÉDICA DEL «SILENCIO»?

Gurdjieff

Maurice Nicoll: Mordomo Infiel
...está mal traducido aquel versículo que dice: 'Haceos amigos de las riquezas de maldad, para que cuando faltareis os reciban en las moradas eternas.' El error estriba en 'las moradas eternas'. El versículo inmediatamente anterior menciona a 'los hijos de este siglo'. La versión en griego dice de 'este eón, concepto que tiene diversos significados y que los Evangelios presentan de muchos modos distintos. En este caso significa un período, una época. En el verso siguiente se da esta misma palabra, pero como un adjetivo (αίων) y, sin embargo, se la ha traducido por 'eterno' —moradas eternas—, dándole de inmediato un sentido superior que no puede tener en vista de todo el contenido de la parábola. Literalmente hablando, la frase 'los hijos de este siglo' o 'los hijos de este eón' ha de referirse a las moradas eónicas del versículo siguiente. La idea de los hijos de este siglo se acerca más a la idea de eón, y las moradas (literalmente, tiendas - skenai) del siguiente versículo son moradas de este período de tiempo, o era humana, o lo que el mundo considera ya firme, o establecido como verdad; lo estima como motivo de creencia y así ha hecho su morada en él. El sentido general del versículo no es, sin embargo, contradictorio, aunque la traducción vulgar así lo haga aparecer. Significa que el mayordomo utiliza este período de tiempo, se hace de una situación en él y emplea, utiliza su verdad, y todo lo que a esta verdad corresponde.

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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