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id da página: 3415 O PSEUDO-PROBLEMA DO SOFRIMENTO
WEI WU WEI - OPEN SECRET - O PSEUDO-PROBLEMA DO SOFRIMENTO

Quem há para sofrer?
Apenas um objeto poderia sofrer.
Não sou um objeto (nenhum objeto poderia ser eu), e não há nenhum eu-objeto nem eu-sujeito, ambos os quais seriam então objetos.
Portanto eu não posso sofrer.
Mas parece existir sofrimento, e seu oposto, tanto prazer e dor. São aparências, mas são experimentadas. Por quem, por que, elas são experimentadas?

Elas são aparentemente experimentadas, e por meio de uma identificação do que sou com o que não sou, ou, se preferir, pelo que não somos, ilusoriamente identificado com o que somos.
O que somos não conhece dor ou prazer, o que somos, como tal, não conhece nada, pois em nenhum caso há uma entidade objetiva para sofrer experiência.
Qualquer que possa parecer ser a intensidade das sensações, no sonho da manifestação elas são efeitos de causas em uma sequencia temporal, e aparte da sequencia temporal na qual desenvolvem elas não estão nem como causa nem como efeito.
Não há ninguém para sofrer. Parecemos sofrer como um resultado de nossa identificação ilusória com um objeto fenomenal.
Possamos pelo menos compreender.
O que somos é invulnerável e não pode ser limitado.

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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