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id da página: 7557 UMA NOTA SOBRE OS TERMOS «VOLIÇÃO» E «CAUSAÇÃO»

Uma nota sobre os termos «Volição» e «Causação»

Todos os fenômenos, sendo o resultado de objetivação, são necessariamente condicionados e sujeitos à cadeia de causação.

Causação, estando submetida ao que concebemos como Tempo e Espaço, implica Espaço-Tempo, e vice-versa, de modo que a causação e a volição podem ser vistas como uma.

Portanto, toda espécie possível de atividade temporal deve ser condicionada e sujeita à cadeia de causação.

Pelo contrário o que quer que seja intemporal, ou o que quer que seja intemporalidade, não pode estar limitado pela cadeia de causação — posto que não pode estar sujeito ao Espaço-Tempo.

Mas o que quer que sejamos, o que quer que seres-sencientes possam ser, é intemporal, e isso que aparece em Espaço-Tempo é somente fenomenal.

Volição, portanto, em seu aspecto fenomenal é uma manifestação de um eu-conceito, e deve ser um elemento na cadeia de causação, enquanto a «volição» em seu aspecto numenal não é como tal em absoluto, nunca é manifestada como tal, e funciona como uma urgência inidentificável, como espontaneidade, independente de deliberação, conceitualização, e toda atividade fenomenal.

Esta volição numenal não é nem volição nem não-volição: é a volição que é não-volição, como wei é a ação que é wu wei, para toda interferência da parte de um eu-conceito é excluída, e a ação (wei) é a expressão de volição.

Ultimamente é o que intemporalmente somos, pois é desprovida de objetividade. É o que todos os seres sencientes são, toda Natureza que vêm à manifestação e retorna à não-manifestação, que nasce ou brota, crescem madura, reproduz e morre. É o viver não-volicional que é aquele de um Homem de Tao.

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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