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COSMOLOGIAMUNDO — MUNDOS

Cabala

Adin Steinsaltz (Adin Even Yisrael): A ROSA DE TREZE PÉTALAS. Maayanot, 1992.

O mundo físico onde vivemos, o universo que nos rodeia, observados objetivamente, são apenas uma parte de um sistema de mundos de uma vastidão inimaginável. A maioria desses mundos são espirituais em sua essência; são de uma ordem diferente do nosso mundo conhecido. O que não significa necessariamente que existam em algum outro lugar, mas que existem em dimensões diferentes do ser. Mais ainda, os diversos mundos interpenetram-se e interagem de modo tal, que podem ser considerados contrapartidas entre si, cada um refletindo ou projetando-se no de baixo ou no de cima, com todas as modificações, mudanças e inclusive distorções que são resultado dessa interação. A soma dessa troca infinitamente complexa de influências avançando e retrocedendo entre as diferentes esferas de ação é que abrange o mundo específico da realidade que experimentamos na nossa vida diária.

Ao falar de mundos superiores ou inferiores, não tenho a intenção de descrever uma relação física real; porque no campo de ação do espiritual não há tal divisão, e as palavras "alto" e "baixo" referem-se somente ao lugar de qualquer mundo particular, na escada da causalidade. Chamar um mundo de mais alto, significa que ele é mais primário, mais básico em termos de estar mais próximo de uma fonte de influência primordial, enquanto um mundo inferior seria um mundo secundário — em certo sentido, uma cópia. Porém, a cópia não é apenas uma imitação e sim um sistema completo, com vida própria mais ou menos independente, sua própria variedade de experiências, características e propriedades.

Isaïe Tishby: Excertos de "La Kabbale"

A doutrina da Cabala tal qual constituída através dos séculos, comporta uma concepção cosmológica segundo a qual a existência inteira, do topo das Sephiroth superiores à terra, é formada como um edifício de quatro andares, do qual cada compartimento constitui um mundo completo e especial. Estes quatro mundo são: Emanação, Criação, Formação e Fazimento.

A opinião mais admitida, a respeito destes mundos é a seguinte:

No Zohar pouco se fala destes mundos diretamente, e muito pouco de sua ordem e composição. Nos escritos dos filósofos judeus encontramos dois gêneros de mundos: os partidários do neoplatonismo admitem a disposição cosmológica platônica — o mundo da inteligência (das ideias), o mundo psíquico e o mundo natural, tendo os três mundos regiões espirituais superiores que são mediadoras entre a Divindade e este mundo aqui, e que contêm as raízes dos diferentes seres do cosmos inferior.

Os filósofos aristotélicos falam do mundo superior, do mundo mediano e do mundo inferior, nos quais se encontram os Anjos (as inteligências distintas), as esferas astrais e a terra. A teoria de Aristóteles se encontra em grande parte nos primeiros cabalistas.

Perenialistas

René Guénon: JANUA COELI

En la arquitectura islámica, se ve muy a menudo, en la sumidad de un minarete o de una qubbah, un conjunto de tres globos superpuestos y coronados por una media luna; esos tres globos representan igualmente tres mundos, que son 'àlam el-mulk, 'àlam el-malakút y 'àlam el-djabarût ( 'Mundo de la Realeza', 'Mundo de la Majestad', 'Mundo de la Omnipotencia' ), y la media luna que los domina, símbolo de la Majestad ( o Grandeza ) divina ( el-Djalâl ), corresponde al cuarto mundo, 'àlam el-'izzah ( 'Mundo de la Potencia o Gloria ), el cual es "extracósmico" y por lo tanto está más allá de la "puerta" de que tratamos aquí; el asta vertical que soporta el conjunto es, evidentemente, idéntica al mástil de un stûpa búdico, así como a los otros diversos símbolos axiales similares de que hemos hablado en otras ocasiones.


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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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