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THEOSOOPHIA — Sofiologia ou Sofialogia

Notícia de Antoine Faivre em seu livro "O Esoterismo" (Papirus):

É possível falar em teosofia com relação aos sofiólogos russos? A Igreja ortodoxa consagrou dois templos à Sofia, Santa Sofia de Constantinopla e de Kiev: ela tornou esse personagem uma figura central, real, ao contrário do que ocorreu no cristianismo ocidental, em que ela só está realmente presente no esoterismo. Tema religioso e objeto de crenças, a Sofia não pertence por si só ao esoterismo, mas ocupa um bom lugar no discurso teosófico. Os padres Paul Florensky (1882-1943; A coluna e o fundamento da verdade, 1914) e Serguei Bulgakov (1877-1945, The wisdom of God, 1937: Do verbo encarnado, 1943: O paracleto, 1946) permanecem em geral aquém desse discurso. Contudo, inspirando-se não apenas em V. Soloviev, mas também em Florensky, Tommasio Palamidessi (1915-1983) fundou em Turim em 1948 uma ordem iniciática "Loto + Croce", que se tornou em 1968 "Associazione Archeosofica". Mais próximo da teosofia germânica que Florensky ou Bulgakov, está o filósofo Nicolas Berdiaeff (1874-1948: O sentido da criação, 1930; Espírito e realidade, 1937: Estudos sobre Jacob Boehme, 1930 e 1946). Grande admirador de Boehme ("um ápice da força visionária do homem") e de Franz Von Baader, mas crítico do ocultismo — cujo "grande significado" contudo é "já estar voltado para o segredo cósmico e para a participação do homem nele" —, rejeita os ensinamentos da Sociedade Teosófica e de Steiner em virtude de seu evolucionismo e neles vê um "sintoma sério da decomposição do plano físico do ser" (cf. O sentido da criação).


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Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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