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NATUREZA — SISTEMA DA NATUREZA

COSMOLOGIA
Anthony Damiani: ASTRONOESIS

E se qualquer um perguntar à natureza para que fim ela produz (poiein), se ela consentir em ouvir o questionador e falar, dirá: «Não deves me questionar; deves compreender, e ficar em silêncio, assim como sou silenciosa e não acostumada a falar. O que então deves compreender? Que a coisa produzida é meu produto de contemplação (theama), silêncio, e meu teorema natural, e também nasci de uma similar contemplação, e tenho a natureza de uma amante da contemplação. (Enéada III.8.4)

Seguindo a discussão dos Primais, cabe dizer que estes existem em e para o Sistema da Natureza. Plotino está falando aqui da inteireza da manifestação universal ao qual ele aplica os princípios da Unidade, Intelecto ou Ser, Alma e Corpo (Enéada V.1.10).

A Unidade da manifestação universal é encontrada na Alma Universal ou Demiurgo. A Alma Universal contempla as Ideias no Nous, e a assimilação destas Ideias pela Alma é uma sabedoria habilitadora. O reflexo desta sabedoria habilitadora é o Logos, o razão-princípio do universo Ideia de Mundo. (Enéada III.3.5 e III.2.16)

A «in-formação da matéria» por estas razões-princípios, ou mais precisamente sua instanciação no espelho do Não-Ser, resultados em sua estratificação nos diversos assim chamados graus de matéria. Plotino se refere a isto como a «iluminação tentativa da matéria», o traçado na matéria da Ideia do cosmos (Enéada VI.7.7). É a organização destas Ideias no reino do Não-Ser e isto é o Ser da manifestação universal.

Os Cinco elementos quando multiplicados pelos Setenta Dois Poderes de Deus (in-formados pelas razões-princípios) se tornam os 360 graus do zodíaco ou as Ideias, que são então sensivelmente representadas pela intelectualidade de cada alma cósmica individual. A esfera não-errática representa nossa apreensão da alma do Sol daquelas Ideias.

A alma cósmica individual, ou nosso Ishwara, está situado dentro deste esquema de coisas. Vai manifestar seu próprio mundo de acordo com o plano da razão universal, projetando de dentro de sua própria reserva de razões-princípios e articulando mais precisamente e completamente seu próprio mundo. (Enéada II.3.17-18)

A Alma do Mundo, com seus poderes graduados (os cosmocrators) e as esferas planetárias, é o aspecto Alma de nosso mundo. Seus poderes estendem aos reinos vegetal e mineral e até o corpo físico do Homem (Enéada III.4.6). O funcionamento das esferas planetárias é a Natureza ou a Alma de nosso mundo, que também pode ser referida como a Mente Infinta de nosso mundo — o último das razões-princípios (Enéada IV.3.7).

A Natureza é o meio através do qual nossa alma, ou melhor uma luz dela, é associada com vários veículos no cosmos, principalmente o Corpo Astral. Nossas personalidades estão assim encerradas com os cosmocrators (Enéada II.3.9, Enéada IV.3.12).


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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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