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id da página: 7250 FILOSOFIA DA RENASCENÇA
RENASCIMENTO — FILOSOFIA DA RENASCENÇA

VIDE: Cabalistas Cristãos


Costuma-se pensar que um abismo separa a visão do mundo de nossos contemporâneos e de nós mesmos daquela do homem da Renascença. A marca visível desta fratura seria a tecnologia atual, fruto da «ciência quantitativa», que se desenvolveu a partir do século XVII. Ora, embora as maiores autoridades de história da ciência nos informem que as propostas de um Newton, de um Kepler, de um Descartes, de um Galileu e de um Bacon não têm absolutamente nada a ver com esta pretensa «ciência quantitativa», continua-se no entanto a perpetuar as mesmas opiniões erradas que nossos ancestrais os racionalistas do século XIX. Estes, apesar de tudo, acreditavam firmemente na ideia de razão e de progresso, que defendiam veementemente. Postular a existência de uma ruptura entra a idade infantil da humanidade, que tinha fim com a Renascença, e a idade da maturidade, que culminava no acontecimento da técnica moderna, servia neste momento as metas socio-políticas de nossos defensores do progresso, que se imaginavam ser, que efetivamente estavam cercados de forças hostis. (Ioan Couliano, ÉROS ET MAGIE À LA RENAISSANCE)


A Renascença é uma renascença das «ciências ocultas» e não, como se diz cotidianamente nas escolas, a ressurreição da filologia clássica e de um vocabulário esquecido. Longe disto, o desafio de sua luta apaixonada foi de dar vida à «ciências» mortas ou caídas no esquecimento por causa do racionalismo escolástico. Compreender as palavras «Reforma» e «Renascença» a partir da filologia e talvez da técnica artística, e negar todas as forças invisíveis que explodem sob as aparências, é privar estas palavras de seu sentido interno. (W.-E. Peuckert)


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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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