Carregando...
 
id da página: 619 FILOSOFIA
FILOSOFIA OCIDENTAL

VIDE: TERMOS E NOÇÕES; FILOSOFIA MODERNA; FILOSOFIA DA RENASCENÇA; FILOSOFIA MEDIEVAL

LÉXICOS: Tradição e Simbolismo; Guénon; Schuon; Coomaraswamy; Vocabulário da Filosofia; Tradição platônica

O objeto próprio da filosofia é o ser enquanto ser, é a estranha profundidade nunca diretamente acessível, irredutível ao ente que vemos, tocamos e manipulamos. Questionar ou investigar aquela profundidade sempre idêntica, que se revela nas diferenças dos entes que aparecem e desaparecem, é o convite insistente do pensar filosófico. Filosofar assim é viver. Pois vivemos sempre obliquamente, nunca diretamente a vida, apenas a saboreamos nas mil e uma experiências de uma situação dada. As experiências são desencadeadas e sustentadas por um vigor vital profundo, que se esquiva à posse direta de quem nele está. Filosofar é tomar consciência da profundidade em que está colocado o ser que vivemos, é instaurar um diálogo permanente com o que não é nosso, i. é, com o ser. (Arcângelo Buzzi, "INTRODUÇÃO AO PENSAR")

Em primeiro lugar, ao menos desde Sócrates, a opção por um modo de vida não se situa no fim do processo da atividade filosófica, como uma espécie de apêndice acessório, mas, bem ao contrário, na origem, em uma complexa interação entre a reação crítica a outras atividades existenciais, a visão global de certa maneira de viver e de ver o mundo, e a própria decisão voluntária; e essa opção determina até certo ponto a doutrina e o modo de ensino dessa doutrina. O discurso filosófico tem sua origem, portanto, em uma escolha de vida e em uma opção existencial, e não o contrário. Em segundo lugar, essa decisão e essa escolha jamais se fazem na solidão: nunca houve filosofia nem filósofos fora de um grupo, de uma comunidade, em uma palavra, de uma “escolafilosófica; e, precisamente, uma escola filosófica corresponde, nesse caso e antes de tudo, a uma maneira de viver, a uma escolha de vida, a uma opção existencial, que exige do indivíduo uma mudança total de vida, uma conversão de todo o ser, e, finalmente, a um desejo de ser e de viver de certa maneira. Essa opção existencial implica, por seu turno, certa visão de mundo, e será tarefa do discurso filosófico revelar e justificar racionalmente tanto essa opção existencial como essa representação do mundo. O discurso filosófico teórico nasce, dessa opção existencial inicial e reconduz, à medida do possível ou por sua força lógica e persuasiva, à ação que quer exercer sobre o interlocutor; ele incita mestres e discípulos a viver realmente em conformidade com sua escolha inicial ou, ainda, conduz de alguma maneira à aplicação de um ideal de vida. (Pierre Hadot, "O que é a Filosofia Antiga?", p.17).


A filosofia, enquanto busca pela verdade e fundamento, que se caracteriza por um amor a esta sabedoria, se desenvolveu no Ocidente segundo um caminho muito próprio, inigualável a qualquer experiência da tradição oriental.

Desde os chamados pré-socráticos, passando por Platão e Aristóteles e seus discípulos, a reflexão sobre Deus, Homem e Mundo, formulou uma metafísica que direcionou o modo e as formas da Razão ocidental.

Nesta seção pretendemos referenciar alguns filósofos que marcaram esta caminhada por seu gênero muito peculiar de pensar a realidade. Demos preferência, mas não exclusivamente, aos filósofos referenciados pelos Perenialistas.

Em nosso site dedicado ao pensamento de Heidegger e suas referências filosóficas já reunimos muitas indicações sobre o que há disponível na Internet, em termos de filosofia ocidental. Aqui estaremos nos concentrando nos filósofos referenciados pelos perenialistas, como René Guénon, Frithjof Schuon, Ananda Coomaraswamy, e outros que geralmente foram classificados como "esotéricos", embora seu pensamento representasse uma expressão filosófica dentro da Philosophia Perennis.

Nossa seleção começa nos primórdios da tradição grega, lembrando o que o pensador Mario Ferreira dos Santos falou:

Podem considerar-se como verdadeiros precursores da filosofia grega os mitos homéricos, hesiódicos e órficos, formas já sintéticas e estratificadas das opiniões gerais e variadas acerca das origens dos mundos, que haviam sido admitidas pelos povos anteriores.

Esses mitos apresentam traços comuns e são também, como diz Aloys Fischer, "os remotos testemunhos na lenda dos "sete sábios". Essas "teogonias" e "cosmogonias" não são o produto pessoal de seus autores, a quem coube a feitura literária, mas o "eco de comuns representações religiosas, assim também sentenças morais e regras de prudência (apesar de que em muitos casos possam representar a quinta-essência da experiência vivida por determinadas pessoas) apresentam, em sua base, um velho fundo de sabedoria, que obteve uma formulação impessoal em provérbios anônimos, como referência às concepções éticas da comunidade popular".

Perenialistas

René Guénon: FILOSOFIA

Frithjof Schuon: FILOSOFIA

François Chenique: LÓGICA

FILOSOFIA ANTIGA: ORFEU; PITÁGORAS; ANAXÁGORAS; PARMÊNIDES; HERÁCLITO; EMPÉDOCLES; DEMÓCRITO; FILOLAU; SÓCRATES; PLATÃO; ARISTÓTELES; FÍLON; APOLÔNIO DE TIANA; APULEIO; PLOTINO; PORFÍRIO; JÂMBLICO; PROCLO

ESTUDOS: THOMAS TAYLOR; FRANZ CUMONT; WERNER JAEGER; WALTER BURKERT; THOMAS MCEVILLEY; JACOB NEEDLEMAN

Dispositivos móveis

Online Users

1 usuário on-line

Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
Mostrar mensagens de erro do PHP