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id da página: 3436 CORPUS HERMETICUM
Nock e Festugière — CORPUS HERMETICUM

Considerada uma da melhores edições do Corpus Hermeticum, este trabalho que começa com o estabelecimento dos originais por A.D. Nock, e vem acompanhado pela tradução de A.-J. Festugière, é apresentado a seguir, conforme o plano de cada obra traduzida, da qual estaremos apresentando excertos traduzidos em português.

ANTOINE FAIVRE
A Hermetica comporta várias pequenas obras esparsas cuja coleção mais célebre, aquela que deixará uma marca permanente sobre o pensamento ocidental, é o Corpus Hermeticum, ao qual se deve juntar o Asclépio e os Fragmentos de Estobeu. O Corpus Hermeticum reúne dezessete tratados em grego redigidos nos séculos II e III. Estes tratados só se conservaram em manuscritos cujos mais antigos remontam somente ao século XIV. Catorze dentre eles serão traduzidos para o latim por Marsilio Ficino, em 1463. A Idade Média os tinha esquecido, com exceção do Asclépio. Na Renascença, Valentin Weigel, pai da Teosofia germânica — da qual Jacob Boehme é o príncipe —, cita Hermes Trismegisto mais que qualquer autor antes de sua época, o Pseudo-Dionísio, Mestre Eckhart, Platão e Agostinho de Hipona vinham em seguida. É com efeito ao mítico Hermes Trismegisto, o “três vezes grande”, que estes escritos se referem. À diferença de doutrinas sobre certos pontos análogos, como o mandeísmo, os ensinamentos marcados pelo selo deste Hermes serão recebidos pelo Ocidente moderno menos como vestígios de um “passado superado” que como uma fonte sempre disponível, viva, revificante, convidando a uma hermenêutica perpétua.


EXCERTOS E CITAÇÕES:

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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