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MISSASACRAMENTOS — EUCARISTIA

VIDE: PÁSCOA

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Cristologia

S. Tomás de Aquino: OS EFEITOS DA EUCARISTIA.

Perenialistas

Pierre Gordon: A IMAGEM DO MUNDO NA ANTIGUIDADE

Com o ritual edênico, próprio à teocracia paleolítica, e o ritual diluviano, característico da teocracia restaurada ou teocracia neolítica, o terceiro grande ritual é aquele da teocracia cristã; é notório sob o nome de ritual eucarístico; oferece; ele também, como caracteres fundamentais, ser ao mesmo tempo comemorativo e iniciático; e seu poder iniciático repousa Igualmente sobre os elementos históricos do qual é o veículo.

O ritual eucarístico não exerceu qualquer repercussão sobre a Imagem do Mundo, porque o cristianismo cindiu do domínio científico o domínio religioso. Remeteu, em seguida, para a representação do cosmo, aos dados empíricos e às investigações racionais.

Jean Borella: ESOTERISMO GUENONIANO E MISTÉRIO CRISTÃO

A eucaristia é o "sacramento dos sacramentos", quer dizer, em grego, o "mistério dos mistérios": logo a ela se aplica por excelência a qualidade de mística. "Alimento místico" e "bebida mística", servidos em uma "mesa mística" para uma "ceia mística", ela constitui uma "mistagogia divina". "Corpus" está certamente em concorrência com "caro", "carne", e os textos não deixam de falar da "caro mystica". No entanto, o Cristo Ele mesmo disse: "Este é meu Corpo". Por outro lado, Paulo Apóstolo fala da Igreja como sendo Corpo do Cristo. Eis porque desde as origens a teologia da Igreja é inseparável da teologia da eucaristia, como o prova a palavra "communio", synaxis em grego, que designa a Igreja reunida assim como a participação dos fieis na ceia eucarística: a Igreja faz a eucaristia que faz a Igreja. Tratar da Igreja, é tratar do sacrifício da missa e reciprocamente. Visão profundamente tradicional e que não se modifica senão ao final da Idade Média, para dar lugar a uma reflexão eclesiológica separada de sua realização sacramental (ao que não é estranha à Reforma protestante).

Perenialistas

Abade Gilbert Zufferey:

A importância do Corpo de Cristo e por consequência do Corpo Eucarístico vem do fato que a perspectiva do NT é totalmente centrada sobre a pessoa do Cristo. Esta concentração de toda a revelação sobre Jesus é expressa por Paulo Apóstolo em sua cara ao Hebreus: “Depois de ter muitas vezes e sob muitas formas falado antes aos Pais pelos profetas, Deus, nestes tempos que são os últimos, nos falou pelo Filho que estabeleceu herdeiro de todas as coisas, por quem fez os séculos”.

A palavra multiforme de Deus, que se encontra no AT, se condensou no único Verbo que tomou um corpo humano. “Não quisestes nem sacrifício, nem oblação, mas me fizestes um Corpo” (Heb 10,5). E o signo sacramental melhor dependerá disto que tem uma relação direta com o corpo, quer dizer o alimento: aquele do pão e do vinho.

Qual é este corpo do Cristo que seus fiéis vão receber pela comunhão? É ao mesmo tempo o Corpo Terrestre, o Corpo Transfigurado, o Corpo Ressuscitado, o Corpo “Ascensionado”. Nicolau Cabasilas diz que o rito sagrado da Missa uma vez concluído põe os cristãos em presença do corpo infinitamente santo do Mestre em seus diferentes estados. “É este Corpo, com este Sangue, formado pelo Espírito Santo, nascido da bem-aventurada Virgem, que foi enterrado, que no terceiro dia ressuscitou, que subiu aos céus e que está sentado à direita do Pai”.

O Corpo de Jesus está sempre unido ao Verbo. Sua concepção virginal indica que desde seu nascimento e até sua ascensão, permanece o que é desde a eternidade. Mas é evidente que assumindo um corpo humano e uma alma humana, este Verbo vai se manifestar segundo uma ordem temporal, segundo etapas no curso das quais estes diferentes estados vão se manifestar um após o outro. Como o cristão é chamado a se unir a Jesus, ele também é chamado a alcançar progressivamente, e segundo “os talentos” que recebeu, estes diferentes graus. O Corpo Eucarístico o ajudará a se unir ao Mestre que lhe disse: “Aí onde estou, esteja, tu também”. O “Eu Sou” do Cristo está presente a princípio no corpo terrestre: “Ele é semelhante aos homens em tudo, exceto o pecado”.

A Eucaristia liga os cristãos a princípio a este corpo humano do Cristo, como para lhes dizer que, pelo fato de ser humano, já são habitados por Deus, são chamados a se pôr humildemente no eixo da Verdade. Deus nos rejeita aí onde somos.

O Eu Sou está presente no Tabor como Corpo transfigurado. O Verbo-Luz torna brilhantes as vestimentas do Cristo elas mesmas. Ele é “o mais belo dos filhos dos homens”. Pela Eucaristia, os cristãos assimilam também o Corpo transfigurado, que os torna participantes de sua Luz. “Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8).

O “Eu Sou” do Cristo está também presente como “Corpo Ressuscitado”. A Eucaristia é evidentemente Pão de Vida Eterna e Bebida de Imortalidade. Depois da consagração, quando se proclama a Morte de Jesus, celebra-se também sua Ressurreição. O cristão participa já “in aenigmate” de sua própria ressurreição. A morte não tem mais domínio, as condições do tempo e do espaço estão superadas, a matéria não oferece mais resistência. Jesus atravessa os muros do Cenáculo, todas as portas fechadas. Pois, o “Eu Sou” do Cristo, glorificado em seu “corpo ascensionado” que uma “nuvem vem subtrair aos olhares” dos apóstolos, está assentado à direita do Pai: o Verbo está junto a Deus, e o Verbo é Deus.

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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