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GNOSTICISMO — Escolas Gnósticas

Segundo Madeleine Scopello (Les gnostiques), "os gnósticos muito escreveram: extratos citados e criticados pelos Padres da Igreja, obras de primeira mão". Estas últimas, em grande parte perdidas, ou destruídas na perseguição realizada pelo "cristianismo oficial". Até bem pouco tempo, o conhecimento dos mestres e das escolas gnósticas se resumia às citações em escritos dos Padres da Igreja, em grande parte visando sua refutação. Com a descoberta da chamada "Biblioteca de Nag Hammadi" se teve acesso, pela primeira vez ao escritos de "primeira mão".

Scopello se pergunta se seria possível identificar os autores destes textos. Se poderíamos retraçar os "retratos" destes mestres gnósticos que traduziram por escrito sua experiência religiosa, e sua hermenêutica muito própria da re-velação do Cristo, ou seja, apresentando-a e ao mesmo tempo velando-a por um simbolismo e uma mitologia complexa. Com efeito seus escritos demonstram um grande talento filosófico e uma força poética inegável, como lembra Scopello.

A resposta que tanto Scopello como grande parte dos estudiosos da tradição gnóstica cristã, é que esta investigação é difícil, pois em grande parte só temos os nomes destes mestres gnósticos, citados pelos heresiólogos, quase nada se sabendo de suas vidas, seu meio, sua educação. Mesmo os dados que os Padres da Igreja fornecem sobre seus ritos e práticas é de questionável fidelidade.

O que se dispõe é de uma coleção de excertos e de textos, que podem com grande esforço de estudo e crítica hermenêutica nos dar algumas indicações sobre a compreensão que tinham do Cristo e do caminho "cristão".


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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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