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SIMBOLISMOARTE — DANÇA

Nos valemos da apresentação da obra «Les Danses sacrées», sexto volume da «Sources Orientales», como notícia das páginas que seguem:

Prática consagrada pelas instituições, atividade admitida, tolerada ou reprovada, a dança foi — e frequentemente é — uma manifestação religiosa disseminada no mundo inteiro, mas cujo caráter sagrado tende a se degradar para acabar por não ser senão uma simples diversão, um espetáculo puramente laico. Tendo um lugar marcante em numerosos universos religiosos, constituindo mesmo por vezes um elemento fundamental em certos sistemas de pensamento, ela não desempenha em outras sociedades senão um papel acessório. Isto é afirmar toda a complexidade do fenômeno «dança» e o interesse original das questões que se colocam a seu respeito.

Como nos dão dadas a conhecer as danças tradicionais? Por tradição? pelos textos antigos? pelos relatos de testemunhas? pelas imagens plásticas?

O que é a dança? Simples movimentos ritmados isolados ou coletivos? Encadeamento sábio destes movimentos? Saltos desordenados da transe? Mesmo sem uma definição rigorosa o espectador sente finalmente que tipo de manifestação presencia, e se é uma dança ou não.

«Danças sagradas»? Ensinadas pelos deuses? Mas a dança é um rito do qual nasceu um mito, até uma filosofia? ë ao contrário a mise-en-scène habitual de uma mitologia?

Quem dança? Os deuses, ou pelo menos alguns dentre eles? os reis? os sacerdotes? os homens, ou as mulheres, ou ambos? solistas ou grupos de pessoas?

Quando se dança? festa, evento particular, peregrinação, procissão?

Como se dança? a dança e a música são separadas? ligação com a poesia? parte de um espetáculo? fantasias e máscaras?

Por que se dança? para honrar os deuses? para obter algo? para se dar graças? para encantar ou provocar transes?


Perenialistas

Pierre Gordon: LE MYTHE D'HERMÈS
Ao final do neolítico, o novo iniciado, quando deixava a Caverna onde tinha se cumprido sua «morte», subia no topo da montanha: aí, próximo do fogo sacrossanto que brilhava no circundado celeste, se completava sua ressurreição. Uma dança circular ao redor da luz divina o impregnava da radiância imortal. Esta dança da ressurreição, dita dança dos três passos, constitui um rito universal; ela foi o ponto de partida de todas as danças e de todas as cirandas.

Gurdjieff: OS MOVIMENTOS DE GURDJIEFF

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SUFISMO: DERVIXES RODOPIANTES

Frithjof Schuon: DANÇA DO SOL

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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