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COSMOLOGIA — COSMO


Filosofia

Platão:

Segundo Raimon Panikkar, "para ser cristão, é preciso ser espiritualmente semita e intelectualmente grego". Daí a importância da tradição judaica, de onde emerge o Cristo, especialmente da Cabala, e do pensamento filosófico grego, de onde se destaca Platão. A preocupação de Panikkar é com o afastamento progressivo destas origens espirituais e intelectuais, à medida que avançamos para um novo milênio e que contamos mais e mais com uma cristandade englobando culturas tão diversas daquelas originárias da tradição cristã. Pois, nesta tradição, todos os dogmas são expressos em noções emprestadas à sabedoria helênica, suficientemente transformados, certamente, — eventualmente deformados; posto que entre o Deus de Aristóteles e aquele de Tomás de Aquino há apesar de tudo uma diferença capital, mas uma fecundação mútua que é fundamento da riqueza do pensamento cristão.

Levando isto em consideração, devemos apreciar os termos e noções da Cosmologia, em sua origem semita e grega, assim como na comparação com outras tradições, buscando mais que conceitos uma compreensão daquilo que servem como "ponteiros".

A começar com o termo "Cosmo" propriamente que para Platão, é o mundo sensível, posto que a noção de "mundo inteligível" só apareceria muitos séculos depois dele. O mundo deve ser considerado, segundo o estudo de Luc Brisson sobre o vocabulário platônico, como a Totalidade ordenada de todas as coisas sensíveis (v. aisthesis). Uma Totalidade que pode ser nomeada de diferentes maneiras: seja ela é "o Todo" (to pan), o que chamamos o "Universo"; seja ela é o Todo Ordenado ou kosmos; seja enfim o Céu (ouranos), quer dizer mais precisamente esta região do universo que apresenta a maior regularidade e a maior permanência, que é a mais ordenada.

Para Platão, o mundo existe, é Um (Tim. 31a-b, 55c-d), e ele é um Vivente dotado de um Corpo e de uma Alma do Mundo. Este vivente pode ser representado como tendo sido fabricado por um Demiurgo que trabalha com os olhos fixados sobre as formas inteligíveis e que, quando fabrica as coisas sensíveis, configura um material caracterizado por sua indeterminação radical, a "khora" (Tim. 47e-53b).

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Responsável

Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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